segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Atuando...
Tenho que começar esse texto admitindo que quase não assisto a televisão, mas que um dia desses vi grandes atores na TV, e não, não foi na novela e nem em seriados, foi algo muito mais "divino"... Acredito que estes atores sejam uma espécie de "jazzistas", pois não consigo crer que eles decorem textos, acho que a maior parte do "atuar" seja improviso. Alguns destes cantam e interagem com a platéia, uma maravilha total. Nos últimos anos, aqui no Brasil aconteceu uma produção de grandes filmes, mas podemos perceber que são quase sempre os mesmos atores, os quais não preciso citar aqui porque todos nós já sabemos quem são. Não sei se é impressão minha, mas todos os atores brasileiros que dão entrevistas dizem que entre trabalhar no teatro e na TV, preferem o teatro... Acredito que apenas uma característica defina a diferença entre um bom ator e um ator medíocre, afinal se estes vão fazer um teste, eles vão ler e decorar o mesmo texto, então me pergunto qual seria essa tal diferença? Muito simples, o que realmente muda é "como eles vão dizer o texto", qual a entonação, a intenção e a interpretação do texto, só isso, mas isso muda muito... Claro que o ponto aonde quero chegar é um só, e inclusive é a principal intenção deste blog, ou seja, "a leitura". Não tenho certeza mas me parece que a média de livros por ano entre os brasileiros é algo em torno de 3 ou 4 livros contando com os livros educacionais das escolas ou faculdades, claro que alguns lêem apenas o capítulo necessário, aquela lei do mínimo esforço imanente a mentalidade enraizada por aqui que já conhecemos bem. Então eu me pergunto, como um ator que lê 3 livros por ano vai ter bagagem para entender e perceber a densidade de encenar uma peça de Ibsen ou Garcia Lorca? Mas isso não me impressiona, o que me impressiona são os atores jazzistas que citei no começo do texto, estes que fazem paralíticos andarem, e que arrancam o dinheiro e a alma dos miseráveis. Queria entender como eles conseguem dormir, pois explorar diariamente a ignorância alheia e conseguir dormir bem é praticamente um "milagre", já que eles usam tanto essa palavra... Já que falei em cinema vou citar Ingmar Bergman, este que era filho de um pastor luterano fanático, e que na maioria dos seus filmes tentou nos mostrar sua relação com Deus, ou a falta de crença neste, mas no filme "Através de um espelho" Bergman nos brinda com um belo conceito de Deus no fim do filme, pois o ator em um diálogo decisivo diz que não acredita em Deus, mas que quando pensa que Deus é o amor, as coisas parecem melhorar...
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Um comentário:
e eu achando que ser jazzista era um elogio......rs rs
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