sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Tudo bem?
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O grande jogo
Lembro-me muito bem quando eu e Faboi levamos as nórdicas ao Maracanã, o jogo era Fluminense e América. Quando entrávamos no estádio, eu falei para a sueca: Karl Marx disse que a religião é o ópio do povo, mas se Marx fosse brasileiro, ele diria que o futebol é o ópio do povo, mas o que impressionou a sueca foi a goleada de 6 a 1 do Flu em cima do América...
Diga-se de passagem que uma das primeiras coisas que o argelino Albert Camus pediu após chegar ao Brasil foi que o levassem para assistir a uma partida de futebol. Fico imaginando como seria o autor de "O estrangeiro" excitado no meio da torcida... Mas agora tenho que recordar que Sócrates já nos ensinou que é realmente importante no jogo da vida não é saber as respostas, mas fazer as perguntas certas, e por isso estou começando a crer que os escritores contemporâneos chegam aqui ou em qualquer lugar do mundo e perguntam: Aonde posso jogar eXistenZ?
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Brincadeira?
Sim, e elas nos fazem dizer, ou seria brincar? "Brincar" digo por causa das palavras que são brinquedos, ou pela simples questão de que qual homem nunca ouviu observações a respeito de brincar com o sentimento de alguma donzela...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Talento ou trauma?
Lembro-me de uma aula em que o professor Marcos Pupo disse que a palavra "talento" teria surgido apenas no século XIX... Ás vezes o peso de uma palavra muda a vida de alguém, ou pode até atrapalhar. Bukowski escreveu que ao dizer a uma pessoa que esta possui talento e de fato ela não o possuir, é uma das formas mais eficazes de incentivar alguém a perder tempo. Se realmente a personalidade é construída por traumas, pode-se entender que o peso das palavras pode causar danos quase irreversíveis. Kierkegaard escreveu que o "eu" é a síntese do finito com o infinito. Acredito que o ser humano tem fascínio pelo infinito... A internet já nos apresentou o grande oráculo chamado "Google" e o infinito, até porque a electricidade não significa apenas o espectacular, mas a construção do reino da luz. Mas o que Platão acharia do nosso oráculo se ele acreditava que o livro era uma espécie de muleta, e que a oratória era o melhor caminho para aprender e absorver as coisas? O problema com o reino da luz e o infinito é se enforcar com a corda da liberdade, afinal nós nos tornamos o que contemplamos. Ok, temos o oráculo, o infinito, mas mesmo assim ainda acho que a humanidade não conseguirá se desfazer dos dois tipos mais comuns de extirpar a realidade, que são as drogas e o luxo, aliás, falando nisso, acho que hoje está um belo dia para saborear um carménère, fui...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Começo...
Ás vezes tenho a impressão de que no Brasil existe um certo desmerecimento pela profissão de professor, queria entender bem o por que disso, afinal acho que a raiz dos nossos problemas está completamente conectada com este tema da educação... Precisa-se de estímulo para estudar, pois a busca pelo conhecimento é a busca pela verdade, e boas referências é o mínimo para não cair na ingenuidade do narcisismo infantil de olhar para si mesmo e se achar mais do que é.
Como diria Fernand Braudel, nossas vidas são marcadas pelas pessoas excepcionais que passam durante o decorrer de nossa existência. Vou terminar esse texto por aqui porque preciso estudar, afinal saber as próprias limitações é o único jeito de evoluir, e agora vou encara-las nesta infinita batalha...