Apenas uma participação branda, coadjuvante. "So What"
Sim, esse inexorável malandro fez um disco inaugurando o "Cool" style! Ou será que isso aconteceu por causa da mudança decisiva na época, o cinema falado. Porque até o começo do século passado isso não existia, pois o cinema era mudo e as intenções eram expressadas pela música ao vivo, sendo orquestra, solista ou um grupo pequeno de música de câmara. Se levarmos em conta o conceito de música de Schopenhauer no qual a música é superior as demais artes, pois consegue expressar o que as palavras não conseguem, mas com o excêntrico apanágio de não ter representação, podemos entender como existiam filmes sem fala.
O Swing das big bands dominava geral, e de repente com a palavra falada, tudo mudou e aí começou o que muitos chamam de musica de fundo, musica de elevador, musica de hall...
Hall? Agora chegamos ao ponto! Concierto de Jim Hall!
Me parece que o compositor Joaquim Rodrigo que escreveu o lendário Concerto de Aranjuez, preferiu a gravação de Paco de Lucia a outros intérpretes desta famosa obra, levando-se em conta que Paco tem a leitura ruim, provavelmente a intuição teve um fator impreterível para a memorização da peça, pois ele é flamenco, e esses na maioria dos casos não lêem musica, mas o que o compositor espanhol não sabia era que um time de americanos da pesada iria fazer uma versão cool desta obra.
Jim Hall nasceu jazzista e acredito que isso percebe-se pelo refinamento e sensibilidade de interpretação, acredito que pode-se dizer que o jazz dele é de uma erudição brutal e um lirismo maravilhoso, basta lembrar que Pat Metheny o citou como o melhor guitarrista vivo.
Sim, o Cool jazz é como aquela mulher que está quase disfarçada para passar despercebida, mas que quando voce presta a atenção, percebe que é de uma beleza estonteante, e que muitas vezes a discrição espontânea pode ser inefável.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário